Não é possível precisar a origem da cristandade na Inglaterra ( Bretanha ). O próprio apóstolo Paulo ou José de Arimatéia, estão associados lendariamente a esta origem imprecisa. Tertuliano, pai da Igreja no Norte da África, advogado, menciona em seus escritos datados de cerca de 208 d.C. a existência de adeptos do cristianismo na área da Inglaterra, onde as legiões de Roma ainda não tinha fincado os seus estandartes. Também parece acertado que no Concílio de Arles, na França meridional em 314, a região hoje denominada Inglaterra, foi representada por três bispos celtas, sendo um deles de York e outro de Londres. Pelágio era um monge inglês, possivelmente de origem escocesa, que chega em Roma por volta do ano 400, pregando a sua doutrina conhecida como Pelagianismo.
Supõe-se que o cristianismo britânico tem sua origem nos soldados e mercadores romanos habitantes das cidades romano-britânicas nas ilhas britânicas, e não nas populações celtas menos civilizadas habitantes das regiões. O cristianismo celta tem seus expoentes em Patrício, padroeiro da Irlanda, e Columba, o apóstolo da Escócia.
Patrício foi monge na Abadia de Leríns, França. Mas trabalha na Irlanda até o seu falecimento em 461, tendo sido consagrado bispo, sendo incerto o conhecimento de quem o consagrou. Teve contra si a oposição dos sacerdotes druídas, mas o seu trabalho profícuo torna a ilha britânica o centro do cristianismo celta, enviando missionários para o continente europeu. A Irlanda chega a ser o centro cultural da região neste período.
Columba sendo o apóstolo da Escócia, funda na ilha de Iona em 563, o famoso mosteiro de Iona, que passa a ser um centro evangelizador da Escócia. No século seguinte, Aidano parte de Iona para a evangelização da região da Nortumbria. Tendo sido consagrado bispo em 634, estabeleceu sua sede na ilha de Linsfarne, sendo o responsável pela evangelização do norte da Inglaterra. Quando do seu falecimento em 651, o cristianismo celta estava estabelecido na região, com suas características próprias, adotando as práticas da Igreja Oriental.
Com a queda do Império Romano no início do século V, e as invasões anglo-saxônicas, a Igreja celta na sua forma de expressão cristã, desaparece na região da Inglaterra por cerca de 150 anos. A cultura greco-romana e o poder centralizador romano, são substituídos por novas expressões : um poder descentralizado e a cultura germânica.
Somente em 596, a Igreja na Inglaterra volta ao cenário europeu, com a proposta do papa Gregório, o Grande, enviando Agostinho com 40 monges para as ilhas britânicas, a fim de evangelizar os anglo-saxões no reino de Kent, no sul da Inglaterra.
A SER CONTINUADA...
Compilação, adaptação e desenvolvimento :
Wislanildo Franco
ML Paróquia do Mediador/DARJ
Físico, Teólogo, Educador.